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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/silenciosa-algazarra-sera-tema-de-conversa-com-professores-na-pucrj">
  <description>Uma boa conversa com os professores, sobre  livro,  leitura e literatura.  Foi assim que a editora Companhia das Letras resolveu comemorar no Rio seus 25 anos. Para isso, convidou  Ana Maria Machado  para conversar com Elisabeth Serra na PUC dia  1/9, às 19 horas, a partir dos ensaios de Ana  sobre esses assuntos, reunidos em seu mais recente livro pela editora, Silenciosa Algazarra.</description>
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  <title>Silenciosa Algazarra será tema de conversa com professores na PUC/RJ</title>
  <dc:date>2011-8-28T07:11:37Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/ana-maria-machado-e-ruth-rocha-no-salao-do-livro-infantil-em-belo-horizonte">
  <description>Uma mesa-redonda com Ana Maria Machado e Ruth Rocha?  Pois é isso que os leitores mineiros vão ter dia 9 de setembro,  no Salão do Livro Infantil de Belo Horizonte. Para ir, ouvir, se regalar. Não é todo dia que a gente tem a chance de um encontro desses em dose dupla.</description>
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  <title>Ana Maria Machado e Ruth Rocha no Salão do Livro Infantil em Belo Horizonte </title>
  <dc:date>2011-8-28T07:10:26Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/feira-do-livro-do-sesc-de-curitiba">
  <description>Dia 12 de setembro é a vez do Paraná receber Ana Maria Machado. A autora participará da Feira do Livro do SESC de Curitiba. Ana Maria vai conversar com os leitores e responder às perguntas do público, com a mediação de José Castello. O horário é 19.30.</description>
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  <title>Feira do Livro do SESC de Curitiba</title>
  <dc:date>2011-8-28T07:09:55Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/escritora-participa-de-encontro-literario-em-sao-mateus-es">
  <description>Ana Maria esteve recentemente  no norte do Espírito Santo, para o terceiro ELISAMA  Encontro Literário de São Mateus.  Fez uma palestra, assinou autógrafos e lançou seu mais recente romance, Infâmia. Gostou muito e foi recebida com muito carinho pelos leitores locais. Entre eles, crianças do Colégio Conhecer, que lhe trouxeram cartinhas carinhosas, e uma  turma de uma cidade vizinha, Pinheiros. Sob a supervisão das professoras Anna Paula de Souza Moreira e Edinalva Sampaio, a meninada  da EMEF José Pinheiro, que no ano passado já tinha se concentrado em obras de Ruth Rocha, este ano desenvolveu o projeto  Minha Escola Lê, focalizando os livros de Ana Maria Machado.  Fizeram  murais, adaptações teatrais, bonecos, reescrita, muita coisa bonita com os livros dela, como a bonita luva que vocês podem ver acima.</description>
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  <title>Escritora participa de Encontro Literário em São Mateus (ES)</title>
  <dc:date>2011-8-27T08:02:29Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/ana-maria-machado-lanca-o-livro-infamia">
  <description>O mais recente romance de Ana Maria Machado, Infâmia, publicado pela Editora Alfaguara,  foi lançado  na Livraria Argumento do Leblon, Rio, dia 19 de julho.  Prosseguindo nas atividades em torno a esse livro, a autora estará na Bienal do Livro do Rio de Janeiro dia 3 de setembro às 18:30, no Café Literário, em uma mesa-redonda com a participação de Edney Silvestre.</description>
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  <title>Ana Maria Machado lança o livro Infâmia</title>
  <dc:date>2011-8-03T11:31:24Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/ana-maria-machado-ganha-trofeu-rio-2011">
  <description>Ana Maria Machado acaba de ganhar o Troféu Rio 2011, como Personalidade Cultural do Ano, pela União Brasileira dos Escritores. O prêmio será entregue em solenidade no dia 26 de agosto.</description>
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  <title>Ana Maria Machado ganha Troféu Rio 2011</title>
  <dc:date>2011-8-03T11:26:54Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/autora-debate-seus-livros-com-estudantes-em-sao-paulo">
  <description>Durante toda a segunda feira  8 de agosto, Ana Maria Machado estará em Osasco, São Paulo, numa série de encontros com estudantes de diversos colegios, leitores de seus livros. Na ocasião,  os debates focalizarão especialmente as leituras que os alunos fizeram de seus livros Bisa Bia, Bisa Bel e Misterios do Mar Oceano.</description>
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  <title>Autora debate seus livros com estudantes em São Paulo</title>
  <dc:date>2011-8-03T11:24:19Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/etica-e-cidadania-em-tempos-de-transicao">
  <description>Começou dia 26 de julho e vai até o fim de agosto um ciclo de conferências na Academia Brasileira de Letras, sob a coordenação de Ana Maria Machado. Sempre às terças-feiras às 17:30,  palestrantes como Boris Fausto, Rosika Darcy de Oliveira, Celso Lafer e Roberto Da Matta  falarão sobre aspectos diversos do tema: Ética e Cidadania em Tempos de Transição.</description>
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  <title>Ética e Cidadania em Tempos de Transição</title>
  <dc:date>2011-8-03T11:13:55Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/nas-asas-da-liberdade">
  <description>Censura e literatura infantil  é o tema que vocês me propõem. Houve uma época em que o convívio com a censura fez parte de minha vida. Depois, achei que  tinha deixado o assunto definitivamente para trás, sem nenhuma  possibilidade ou perigo de ter de voltar a ele. Pensei mesmo que poderia esquecê-lo, ou simplesmente deixá-lo bem enterrado nas camadas profundas da memória. No entanto, nos últimos tempos, com alguma frequência, eu, ensaísta e ficcionista com vasta obra que abarca também o campo da literatura para criancas e jovens, me vejo solicitada a refletir sobre a censura. Algumas vezes, em suas relações com a literatura infantil. Sobretudo no exterior. Será apenas coincidência? Ou a censura está mesmo na ordem do dia? E agora, abertamente vinculada à literatura infantil..&lt;br /&gt;&#13;&#10;Isso aconteceu, por exemplo, num encontro efetuado em Bologna em 2008, paralelamente a sua feira anual do livro infantil, quando fui solicitada a fazer uma palestra sobre o tema, focalizando especialmente a situaçnao na America Latina.  Em seguida, no mesmo ano, em Estocolmo, mais uma vez o assunto estava no foco das discusses  e mais uma vez a  luz se lançava sobre nossos países do continente. Em ambos os casos, houve também solicitação de textos impressos a serem publicados, e de entrevistas â imprensa sobre o tema. Estranha insistência, me pareceu. Isso me despertou a atenção. Ainda mais quando agora, em plena vivência democrática nesta parte do mundo,  em alguns de nossos países começam a se fazer ouvir cada vez com mais frequencia algumas instituições e personalidades manifestando sua preocupação ou francamente fazendo denuncias de tentativas de voltar a situações semelhantes `as que vivemos em décadas  anteriores, no que se refere a controle da imprensa e dos meios de comunicação. &lt;br /&gt;&#13;&#10;Além disso,  como para demonstrar que o assunto está no ar, disputando as atenções gerais, o número de julho de  2009 de Bookbird, revista internacional de literatura infantil do IBBY é todo dedicado à censura, a pretexto de lançar um olhar  sobre os 20 anos da queda do muro de Berlim. Muito bem, é uma revisão justa. Ou seria, se não me chegasse com um sabor que conheço bem  o de uma forma sutil de censura que  trata de ignorar algo, como se não existisse. Assim, `a força de não se falar num determinado tema, ele fica relegado ao esquecimento total, como se não existisse. Nesse caso, o tema silenciado somos nós. Especificamente, a America Latina. Ou melhor, os chamados países emergentes. O número da revista traz artigos e pontos de vista que cobrem os Estados Unidos, a Russia, a Finlandia, a Dinamarca, o Canadá, a Alemanha, a República Tcheca e a Nova Zelandia (este, o unico país ao sul do equador, mas de lingua inglesa).  O restante do mundo, nós incluídos, continua invisível para a revista. Não que tenhamos sido censurados pelo Bookbird. Fomos apenas esquecidos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Já escrevi algumas vezes  sobre  esse eficiente tipo de supressão de aspectos da realidade que se quer esconder ou omitir.  Costumo classificá-lo de a censura do SIM, por oposição `a censura do NÃO, mais óbvia, aquela em que todo mundo pensa  de imediato quando primeiro ouve referencias a processos censoriais. Não vou voltar ao assunto, apenas indico aos interessados que esses textos existem.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Tudo isso me mostra que quando falamos de censura e expressão precisamos começar delimitando o campo a que vamos nos referir. É o que faço agora. Vou falar em primeiro lugar da minha experiência pessoal com a censura e daquilo que essa experiencia me ensinou. Eventuais insights ou reflexões críticas e análises sobre o assunto nascem dessa vivência --  da propria vida, e não de teorias externas. Porque eu não conheço a censura por ter lido sobre ela ou visto algum filme. Eu sofri suas consequencias na pele, no sangue e as trago no coração ou no cérebro. Em alguma parte vital de mim mesma. É daí que falo dela.&lt;br /&gt;&#13;&#10; Meu primeiro contato com a censura não foi como criadora, porém como leitora, mas na realidade antes de ser leitora,  durante a primeira ditadura que vivi, a de Getulio Vargas, que governou o Brasil de 1930 a 1945. Eu nasci na ultima semana de 1941. Ou seja, quando ele saiu do governo eu ainda não tinha completado quatro anos. Mas já sabia  que, fora do âmbito familiar, no jardim da infancia da escola pública que eu frequentava,  não devia comentar que gostava muito das historias de Monteiro Lobato que meus pais liam para mim em casa, com as aventuras daqueles maravilhosos personagens que encheram de encantamento a minha vida, e, mais tarde, a de meus filhos e a de meus netos. Na ocasião , eu  só sabia que aquele era nosso segredo, mas não imaginava as razões. Não sabia que Lobato, nosso maior escritor infantil, um pioneiro genial, fora preso pela polícia do ditador. Nem que seus livros sofriam variados graus de repressão. Era um pouco como a situação que o chileno Antonio Skarmeta conta em seu livro infantil La Composicion  as crianças podem não saber detalhes do que está acontecendo  mas percebem o universo politico em que se movem. E as recomendações para que eu não falasse nas histórias de Lobato eram bastante claras. Eu as respeitava.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Não sei em que medida essa clareza se acentuava pelo fato de eu ter sido presa pelo governo Vargas por causa da censura. Aos três anos de idade. Na verdade, o preso foi meu pai, jornalista e diretor de um jornal, que escrevera um artigo que o censor do governo não aprovou. Mesmo assim, meu pai conseguiu enganá-lo e publicar o texto. O jornal foi apreendido, claro, e a redação foi invadida pela polícia. O autor  do artigo foi procurado em casa e na rua até ser encontrado e detido dentro de um ônibus e levado para o cárcere. Eu estava com ele e as autoridades permitiram que  eu ficasse em sua companhia por algumas horas até que um tio meu fosse chamado e pudesse vir me buscar. Uma permissão muito especial.&lt;br /&gt;&#13;&#10; Poucos anos depois, fomos morar em Buenos Aires, onde fui matriculada numa escola. Era o governo do general Juan Domingos Peron. Lá, um dia, a professora mandou fazer um desenho sob o título esta es mi bandera. Sou brasileira, desenhei a minha. Ela explicou que eu devia desenhar a argentina. Desenhei mas pus o título esta es tu bandera. Não podia, tinha de ser todo mundo igual.  Fiz novo desenho, desta vez com as duas bandeiras. Mas a brasileira era maior. Fui expulsa de sala e mandada para a diretoria. Meus pais foram chamados ao colegio.  Ouviram a explicação de que eu estava sendo expulsa, por ser teimosa, rebelde e desrespeitosa com os símbolos da patria. Um péssimo exemplo para os colegas. Aos seis anos.  No penúltimo mês de aulas, quando não conseguiria mais me matricular em outra escola  para completar aquela série e poder prosseguir os estudos. Meu pai, que também era teimoso e rebelde, foi procurar o embaixador brasileiro, e este interferiu pessoalmente. Graças a isso,  diante da ameaça iminente de um incidente diplomatico, a direção do colégio permitiu que eu completasse o ano. Outra permissão muito especial. &lt;br /&gt;&#13;&#10;Pouco a pouco eu ia aprendendo que as proibições e atos de repressão costumam se fazer acompanhar de permissões especiais. Sinal da magnanimidade do poderoso que está cometendo a violência.  Além de serem um ato de força e covardia, do mais forte contra o mais fraco, o outro traço fundamental que as caracteriza é justamente esse -- o arbítrio, a desigualdade perante a lei. Aquele tipo de certeza de poder que tem um pequeno funcionário quando não precisa prestar contas de seus atos. Aquele autoritarismo arrogante que todos nós encontramos a cada viagem no inspetor de imigração que, na entrada de um país,  olha o passaporte, o folheia, olha a cara e as vestes do passageiro e carimba ou não  num papel o seu direito de ficar um tempo dentro daquelas fronteiras. Sem critérios claros e pré-estabelecidos. Sem defesa nem questionamento possível. A autoridade sem limites para limitar o direito alheio.&lt;br /&gt;&#13;&#10;De volta ao Brasil, aos sete anos, depois que a ditadura brasileira tinha acabado, fui estudar num colegio religioso. Lá, um dia, no patio, foi feita uma fogueira de livros de Monteiro Lobato que tinham nos pedido para levar , de casa. Não todos. Mas lembro de ter visto dois que eu já tinha lido : Viagem ao céu e Historia do Mundo para Crianças. Não eram os meus, porque minha mãe não deixou que eu levasse nada. E tornou a me instruir para eu não falar no que  tínhamos e líamos em casa. Perguntei `a professora o motivo daquela fogueirinha  pequena, apenas de alguns volumes. A mestra era carinhosa e foi muito paciente. Explicou que ler aqueles livros era pecado e que Lobato era comunista (coisa que eu não sabia o que fosse e só mais tarde vim a saber que ele não era). Disse que um dos livros contava a historia do mundo falando mal da religião. E que o outro desrespeitava a igreja, porque os personagens iam ao céu sem encontrar Deus, só viam planetas, cometas e estrelas. E ainda  brincavam com anjos e com São Jorge de forma desrespeitosa. Tambem desse colegio acabei saindo antes do fim do ano (mas meus pais conseguiram os papéis de transferência). Nunca soube bem como ou por que. &lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas mais tarde, refletindo sobre esses episodios, aprendi outra coisa. Censura não parte apenas de governos  francamente ditatoriais  ou a caminho disfarcado de se converter em ditadura. Com muita frequencia (como mostra a Historia do Mundo que não queriam que lêssemos mas nos ensinava sobre a inquisição, índices de livros proibidos, caças `as bruxas, etc) ela está associada a fundamentalismos religiosos ou politicos que insistem em ler tudo ao pé da letra e pretendem impor uma interpretação única para as leituras alheias. Quando não pretendem obrigar a que se leia apenas um livro, de uma única forma, brandido em longas marchas, passeatas e demonstrações como se fosse uma arma. Assim, eles passam a ser mesmo uma arma, podendo tirar a liberdade ou  a vida das pessoas que discordam  dessa leitura única.&lt;br /&gt;&#13;&#10;A etapa seguinte de m</description>
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  <title>NAS ASAS DA LIBERDADE </title>
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  <description>Somos contra qualquer forma de veto ou censura à criação artística.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Estamos sabendo dessa notícia hoje e ela  parece tão absurda que nem se pode acreditar que seja verdadeira. No mínimo, está descontextualizada. E toda leitura deve ir além do texto, buscando também o contexto. Essa é a  boa maneira de ler. Assim é que qualquer obra literária deve ser lida  inclusive a de Monteiro Lobato. Sobretudo nas escolas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Uma cultura não pode se tecer com as linhas dos melindres e ressentimentos. Isso a empobrece, em vez de enriquecê-la.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Cabe ao professor orientar os alunos no desenvolvimento de uma leitura crítica. Isso não significa concordar com tudo o que o autor escreveu ou que uma época passada considerava. Pelo contrário, implica fazer uma viagem a esse tempo e tentar compreendê-lo, sem com isso deixar de discordar. Supõe manter a capacidade de dialogar com a obra, distinguindo nela o que não se aprova e  o que desperta identificação  características que variam de um leitor para outro, aliás.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um bom leitor de Monteiro Lobato sabe que tia Nastácia encarna  a divindade criadora, dentro do sítio do Picapau Amarelo. Ela é quem cria Emília, de uns trapos. Ela é quem cria o Visconde, de uma espiga de milho. Ela é quem cria João Faz-de-Conta, de um pedaço de pau. Ela é quem cura os personagens com suas costuras ou remendos. Ela é quem conta as histórias tradicionais, quem faz os bolinhos. Ela é a escolhida para ficar no céu com São Jorge. Se há quem se refira a ela como ex-escrava e negra, é porque essa era a cor dela e essa era a realidade dos afro-descendentes no  Brasil dessa época. Não é um insulto, é a triste constatação de uma vergonhosa realidade histórica.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em vez de proibir as crianças de saber disso, seria muito melhor que os responsáveis pela educação estimulassem uma leitura crítica por parte dos alunos. Mostrassem como nascem e se constroem preconceitos, se acharem que é o caso. Sugerissem que se pesquise a herança dessas atitudes na sociedade contemporânea, se quiserem. Propusessem que se analise a legislação que busca coibir tais prárticas.  Ou o que mais a criatividade pedagógica indicar.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; Mas para tal, é necessário que os professores e os formuladores de políticas educacionais tenham lido a obra infantil de Lobato e estejam familiarizados com ela. Então saberiam que esses livros são motivo de orgulho para uma cultura. E que muito poucos personagens de livros infantis pelo mundo afora são dotados da irreverência de Emília ou de sua independência de pensamento. Raros autores estimulam tanto os leitores a pensar por conta própria quanto Lobato, inclusive para discordar dele . Dispensá-lo sumariamente é um desperdício.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; Se a educação brasileira hoje padece de algum problema em relação a Lobato, certamente não é  causado por estar lendo seus livros. Mas sim, pela falta que a leitura de sua obra está fazendo. E não apenas aos alunos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ana Maria Machado&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; </description>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/premio-principe-claus">
  <description>Neste 6 de setembro, anunciou-se na Holanda que Ana Maria Machado foi uma das ganhadoras do premio Príncipe Claus 2010.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O prêmio é conferido anualmente a 11 indivíduos ou organizações de diferentes áreas artísticas e países diversos,  no reconhecimento de conquistas excepcionais no campo da cultura e do desenvolvimento.  Segundo o regulamento do prêmio, os ganhadores são celebrados por seu trabalho cultural notável , tanto na afirmação  do talento criador quanto por seu papel fomentador de progresso.  A decisão é de um júri internacional  a serviço do Fundo Príncipe Claus -- uma plataforma de intercâmbio cultural holandesa, que  desde 1997 busca dar ênfase ao reconhecimento da cultura como pre-requisito para o progresso material. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O parecer do júri assinala que Ana Maria escreve histórias poderosas  que tratam de preconceitos  e dos direitos humanos, sempre com um olhar original, bem humorado e poético,  por meio de uma consumada  maestria da escrita.  Diz que seus livros, ao mesmo tempo, promovem a compreensão da diferença e o respeito pelos outros, enquanto insistem na delícia e alegria de viver. Destaca ainda o júri que a experimentação  que faz Ana Maria Machado com a estrutura narrativa  e a linguagem simbólica, bem como a combinação do real e do fantástico em sua obra por meio da construção de enredos intrincados e empolgantes, permitem interrogar a memória histórica e trazer as experiências do passado para a vida quotidiana de uma forma atraente, que promove encontros pessoais entre leitores  e personagens às voltas com temas difíceis. Acima de tudo, Machado consegue expressar conceitos complexos com simplicidade habilmente construída  e paixão sutil&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Cada ano, o prêmio focaliza um tema. O deste ano foi o desafio aos limites da realidade e a expansão das fronteiras culturais, com especial ênfase em criadores cuja integridade artística não se deixa afetar por preocupações comerciais. A Fundação Príncipe Claus considera que as pessoas que atuam nessa linha fronteiriça são essenciais para  chamar a atenção para diferentes experiencias e ideias culturais. Um dos objetivos da premiação, segundo seus organizadors, é legitimar a experimentação e a inovação, valorizar a audácia e a tenacidade, apoiar e aumentar o impacto positico do desenvolvimento inspirador de uma obra  na sociedade como um todo. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Assim, o júri justifica a escolha  de Ana Maria Machado como uma decisão de premiar sua literatura notável, sua capacidade de abrir as fronteiras da realidade para jovens e comunicar valores humanos essenciais a mentes e corações impressionáveis, e ainda por sua contribuição significativa para o reconhecimento da importância da literatura infantil na  formação de uma visão do mundo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/premio-principe-claus</link>
  <title>Prêmio Príncipe Claus</title>
  <dc:date>2010-9-07T06:15:15Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/presidencia-interina-da-abl">
  <description>Desde meados de maio, AMM está ocupando interinamente a presidencia da Academia Brasileira de Letras, na qualidade de secretária-geral da instituição,  substituindo Marcos Vinicos Vilaça que  convalesce de uma cirurgia após um acidente.  Além disso,  na mesma ocasião, Ana estava tambem coordenando um ciclo de conferencias sobre Literatura Brasileira, sob o título geral de Uma Literatura Polifônica. Por tudo isso, tem estado muito ocupada e de agenda cheia.</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/presidencia-interina-da-abl</link>
  <title>Presidência interina da ABL</title>
  <dc:date>2010-6-25T08:07:13Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/coreanos-finalmente-conhecem-a-fome-louca-de-camilao">
  <description>Novos livros da Ana publicados no exterior. Desta vez, na &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Coreia_do_Sul&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Coreia&lt;/a&gt;, onde as crianças locais já leem &lt;a href=&quot;/livro/bisa-bia-bisa-bel&quot;&gt;Bisa Bia, Bisa Bel&lt;/a&gt; há anos.  Agora acabam de sair em coreano as edições de &lt;a href=&quot;/livro/um-dia-desses&quot;&gt;Um dia desses&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;/livro/domador-de-monstros&quot;&gt;O Domador de Monstros&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;/livro/camilao-o-comilao&quot;&gt;Camilão o Comilão&lt;/a&gt;.</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/coreanos-finalmente-conhecem-a-fome-louca-de-camilao</link>
  <title>Coreanos finalmente conhecem a  fome louca de Camilão</title>
  <dc:date>2010-5-30T15:16:40Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/sabado-na-biblioteca-em-sao-paulo">
  <description>Um convite da Ana:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Aos meus leitores paulistas que queiram vir me encontrar:&lt;br /&gt;&#13;&#10;Estarei com vocês dia 29. Vou participar do &lt;a href=&quot;http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/monteiro_lobato/index.php?p=3822&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Sábado na Biblioteca&lt;/a&gt;, um daqueles encontros simpáticos que acontecem regularmente na &lt;a href=&quot;http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/monteiro_lobato/index.php?p=9&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Biblioteca Monteiro Lobato&lt;/a&gt;. O pretexto é meu livro de poemas, &lt;a href=&quot;/livro/sinais-do-mar&quot;&gt;Sinais do Mar&lt;/a&gt;, editado pela &lt;a href=&quot;http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/11286/Sinais-do-mar.aspx&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Cosac Naify&lt;/a&gt;. Mas é claro que vamos conversar à vontade e eu respondo às perguntas de vocês sobre outros livros.&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/sabado-na-biblioteca-em-sao-paulo</link>
  <title>Sábado na Biblioteca em São Paulo</title>
  <dc:date>2010-5-25T15:03:06Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/os-que-forem-brasileiros-nos-sigam">
  <description>Ana Maria Machado andou muito em evidencia na ultima semana de maio , por conta de uma polêmica que ela levantou na política. Frustrada e inconformada com  o que aconteceu com o projeto Ficha Limpa, resolveu dar um palpite público, por meio de uma carta enviada ao comentarista Merval Pereira e por ele transcrita em sua coluna de 22/5 no jornal O Globo.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Ana explica porque tomou essa iniciativa:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Achei que, como cidadã, não podia me calar. A campanha pela aprovação desse projeto, destinado a impedir que condenados pela justiça se candidatem a cargos públicos, foi o maior exemplo de mobilização da sociedade que vimos no Brasil nos últimos anos. Desde  o movimento pela anistia, a campanha pelas eleições diretas e o movimento  dos caraspintadas pelo impeachment do Collor, não se via nada semelhante. Só que desta vez foi pela internet  Graças a isso, foi apresentado um projeto de iniciativa popular, com mais de 1 milhão e meio de assinaturas. Como a Câmara hesitou em votá-lo, o número de apoios via internet foi aumentando, chegando perto dos quatro milhões. Os deputados não tiveram outro jeito e acabaram aprovando. Então o projeto foi para o senado. O líder do governo, senador Romero Jucá, descartou a premência do assunto, dizendo que não era um projeto do interesse do governo, mas a sociedade. Como se por isso, justamente, não fosse mais importante. A reação da opinião pública foi de tal ordem que o próprio presidente do senado reconheceu a urgência e pôs o projeto na pauta. Foi então aprovado por unanimidade pelo plenário. Aí tinha de ir para o presidente Lula assinar. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Nesse momento, alguém  descobre que houve uma mudancinha num tempo verbal  do texto, passando a falar em os que forem condenados em vez de os que tenham sido condenados.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em consequência, em vez de se pressionar o presidente para que assine logo a decisão do Congresso, paralisa-se tudo, e se cai numa discussão inacreditável  e absurda sobre gramática e tempos verbais.  Corremos o risco de ficar atolados discutindo firulas enquanto o tempo passa e o projeto perde os prazos para vigorar ainda nas eleições deste ano. Não é hora desses debates estéreis.  O projeto aprovado tem de virar lei, já  pela sanção presidencial. Se houver dúvidas, consulta-se depois o TSE, os juízes estudam o texto e dão sua decisão. Mas não são leigos atordoados por dúvidas gramaticais que, antes disso, vão passar por cima do congresso, atrasar a assinatura e decidir pelo tribunal.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por isso, escrevi a carta. Para mostrar que pode haver outra interpretação, tão lógica quanto aquela primeira apressada. E que a questão é política e ética, não é gramatical. Uma mudança verbal (que, independente do que acreditarmos, o próprio autor afirma ter sido apenas para uniformizar o estilo ou melhorar a redação) não pode virar salvoconduto para bandidos nos representarem.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Segue o texto da carta:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os que forem juristas podem ter suas interpretações. E até mesmo chamá-las de gramaticais. Nem por isso o estarão fazendo porque  virão a ser juristas, mas porque o são.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os que forem políticos podem ver  um significado diferente na lei segundo a necessidade de aplicá-la para os que forem  aliados ou os que forem adversários. Mas não o fazem porque  virão a ser políticos. Pelo contrario, justamente porque o são. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Se numa reunião do congresso alguém tentar organizar a distribuição de assentos e pedir que os que forem deputados  se sentem ao fundo do recinto e os que forem senadores se dirijam `as primeiras filas, nenhum parlamentar vai  achar que a recomendação se refere a uma eleição futura e que precisam esperar primeiro ser eleitos para só depois saber em que categoria de os que forem se enquadram.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Da mesma forma, instados a buscar seus assentos nesse caso hipotético, os que forem  juizes sabem perfeitamente que não precisam aguardar nomeações futuras. Já o são.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os que forem leitores  de Montesquieu, por exemplo  sabem buscar o espírito das leis por trás da letra das mesmas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A confusão não é apenas gramatical e de tempo verbal. É filosófica, entre ser e vir a ser.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Na famosa frase que aprendemos na escola (creio que de Osório), a conclamação era: Quem for brasileiro siga-me.  Uma maneira  de dizer, no singular  : Os que forem brasileiros sigam-me. A urgência era evidente. Não se fazia necessário esperar  processos de naturalização ou novos nascimentos .&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os adiamentos podem até funcionar por mais algum tempo. Mas a extraordinária mobilização popular pressionando pelo fim dos fichas sujas mostra que a ficha do eleitor brasileiro está caindo. E em matéria de manobras para ganhar tempo e perpetuar a falta de ética na política, as que forem mais sutis serão sempre as mais repelentes.  Não dá para mentir eternamente e renegar sempre o que se é.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A tal história de ser impossível enganar todos o tempo todo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/os-que-forem-brasileiros-nos-sigam</link>
  <title>Os que forem Brasileiros, nos sigam!</title>
  <dc:date>2010-5-25T14:52:00Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/uma-literatura-polifonica">
  <description>Toda terça-feira às 17:30, de 20 de abril a 8 de junho,  Ana Maria Machado está organizando e coordenando um ciclo de  conferências na &lt;a href=&quot;http://www.academia.org.br/&quot;&gt;Academia Brasileira de Letras&lt;/a&gt;. Sob o título geral de Uma Literatura Polifônica, varios palestrantes abordam as diferentes vozes que convergem na literatura brasileira.</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/uma-literatura-polifonica</link>
  <title>Uma Literatura Polifônica</title>
  <dc:date>2010-4-17T15:08:46Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/bisa-bia-bisa-bel-em-edicao-croata">
  <description>Enquanto não fica pronta a versão turca do mesmo livro, acaba de sair em Zagreb a tradução croata o livro Bisa Bia, Bisa Bel, pela Editora SysPrint.  Vem se somar às edições espanhola, alemã, mexicana, canadense, coreana.</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/bisa-bia-bisa-bel-em-edicao-croata</link>
  <title>Bisa Bia, Bisa Bel em edição Croata</title>
  <dc:date>2010-3-25T10:18:42Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/palestra-na-feira-de-bologna">
  <description>&lt;em&gt;Livros infantis brasileiros traduzidos no exterior: análise de catálogos e critérios&lt;/em&gt;  esse é o tema da palestra que Ana Maria Machado vai proferir em Bologna, para uma platéia de editores e bibliotecarios, no decorrer da Feira Internacional de Livros Infantis que se realiza lá de 22 a 26 de março. A atividade  será no dia 24 e faz parte do JES (Join, Enjoy, Share) ,  um seminário promovido  pela seção holandesa da  IFLA, Federação Internacional de Bibliotecas.</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/palestra-na-feira-de-bologna</link>
  <title>Palestra na Feira de Bologna</title>
  <dc:date>2010-3-19T10:16:36Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/espanto-e-medo">
  <description>Espanto e medo, as duas primeiras sensações. Ainda dormindo, sinto a cama balançar, deslizar e trepidar enquanto algo me sacudia como num pesadelo. Ao abrir os olhos, no escuro, sem entender o que estava acontecendo, de repente me ocorre que, se tudo esta tremendo assim,  deve ser um terremoto. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Entrava uma fresta de luz por baixo da porta, fui ate lá e abri. A essa altura, tudo já sacudia muito forte. Barulho de vidros quebrados e coisas caindo, estalos dentro das paredes. Do outro lado do corredor, Jorge Eslava, escritor peruano e companheiro do mesmo congresso, segura-se no umbral de sua porta, me chama pelo nome e me diz:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;- Este é dos fortes...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pergunto-lhe:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;- Que faço?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;- Isso mesmo que estás fazendo. Fica aí. Assim que parar, descemos. Teu sapato está por perto? Se estiver, pega antes de descer para não se cortar se tiver vidro quebrado no chão.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quando o tremor diminui, sigo as instruções e ainda pego um casaquinho que estava a mão. Pelas escadas vamos encontrando outros hospedes descendo. Reboco caído pelo chão, teto de gesso despencado, papel de parede solto, quadros e abajures derrubados. No saguão do hotel, funcionários nos instruem a sair e esperar lá fora. Longe do prédio para não sermos atingidos por algo que despenque. Procuro os amigos no meio da pequena multidão. Vejo Marisa enrolada no lençol. Ambas assustadas, nos abraçamos. Os outros vão chegando, igualmente com medo e querendo abraços. Beth, Lygia, Dolores, Yolanda, Sylvia, Daniel, Antonio, Sergio, Tânia, Susana, Ângela. Conferimo-nos mutuamente. Muita confusão. A rua toda escura, só o gerador do hotel com suas luzes de emergência. Carros saem com faróis acesos dos estacionamentos subterrâneos, todos se afastam para deixar que escapem para longe. Pelo asfalto, veículos passam muito rápido. Parece que todos os cachorros do mundo latem ao mesmo tempo.  Sirenes de bombeiros, ambulâncias. Barulho de batidas de automóveis. Mais outra em seguida. E mais outra. Claro: todos fogem e os sinais não funcionam.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ficamos ali em pé, em roupa de dormir. Um ou outro chegou a se vestir completamente antes de descer. Os funcionários do hotel servem água. A equipe de acolhimento do congresso nos acalma, conversa, dá instruções. Entre elas, daí a umas duas horas, nos dizem para entrar. Insistem. Aos que estão com medo, explicam: estão começando os assaltos. Vemos os bandos rondando. Entramos no saguão onde vamos ficar o dia inteiro, prontos para sair cada vez que começar novo tremor. São muitos, mas felizmente todos mais fracos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Aos poucos, cada um enfrenta o medo, volta ao quarto,  pega algumas coisas , muda a roupa, faz seu kit de sobrevivência que passa a carregar pra todo lado desde então  documentos,carteira, uma muda de roupa básica, telefones celulares, óculos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Só o que se quer então e falar com a família, dar notícias. A comunicação e muito precária. Acesso intermitente a televisão. Telefones, internet e celulares não funcionam. Quem tem blackberry compartilha com todos, quem consegue falar com o Brasil pede para dar recado aos parentes dos outros. Durante todo esse primeiro dia e assim. Estreita-se uma rede de solidariedade e sentido de equipe. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Eu deveria ir para o aeroporto duas horas depois, voltando para casa. Mas logo se constata que vai ser impossível que esteja aberto. Até agora não se sabe ao certo quando abrirá. Tudo é incerto e precário. Mas lembro de meu pai, quando eu era criança: eu devia era rezar para o meu anjo da guarda e agradecer. Estou bem, entre amigos, não aconteceu nada a nenhum de nós. Triste consolo, em meio a um país desolado, atingido pela dor.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ana Maria Machado&lt;br /&gt;&#13;&#10;(publicado originalmente na Folha de São Paulo - 1/3/2010)&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/espanto-e-medo</link>
  <title>Espanto e Medo</title>
  <dc:date>2010-3-12T10:13:42Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/ana-em-casa-depois-do-susto-no-chile">
  <description>Tranquilizamos todos que ficaram preocupados com a presença da Ana no Chile durante e após o terremoto. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Queríamos agradecer em nome dela por todas as manifestações de carinho e confirmar que ela está bem, em casa.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;No final de tudo, foi um grande susto, uma experiência inesquecível, e mais algumas histórias para contar.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/ana-em-casa-depois-do-susto-no-chile</link>
  <title>Ana em casa depois do susto no Chile</title>
  <dc:date>2010-3-01T07:37:57Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/sinais-do-mar-na-lista-white-ravens">
  <description>A  Biblioteca Internacional da Juventude (Internationale Jugendbibliothek) em Munique acaba de divulgar sua lista  White Ravens. Nela , apos exame da produção mundial para a criança e o adolescente no ano anterior, os especialistas escolhem os destaques de cada país. &lt;a href=&quot;http://www.anamariamachado.com/livro/sinais-do-mar&quot;&gt;Sinais do Mar&lt;/a&gt;, o livro de poemas de Ana Maria Machado, foi um dos premiados com essa escolha referente ao ano de 2009.  Nas seleções mais recentes, apenas neste século, duas outras obras da autora já haviam sido contempladas: &lt;a href=&quot;http://www.anamariamachado.com/livro/abrindo-caminho&quot;&gt;Abrindo Caminho&lt;/a&gt;, em 2005, e &lt;a href=&quot;http://www.anamariamachado.com/livro/o-menino-e-o-maestro&quot;&gt;O Menino e o Maestro&lt;/a&gt;, em 2007</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/sinais-do-mar-na-lista-white-ravens</link>
  <title>Sinais do Mar na lista White Ravens</title>
  <dc:date>2010-2-09T11:26:04Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/ana-abre-o-congresso-iberoamericano-de-lengua-y-literatura-infantil-y-juvenil">
  <description>De 24 a 28, dando prosseguimento  em Santiago do Chile a suas atividades latinoamericanas neste mês, Ana Maria toma parte no CILELIJ  Congresso Iberoamericano de Lengua y Literatura Infantil y Juvenil. Faz a conferencia de abertura, intitulada Independencia, cidadania e literatura infantil e participa de varias outras atividades como mesas-redondas, entrevistas, sessões de autógrafos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O Congresso acompanha o Encontro de Cúpula Iberoamericano, que  reúne os chefes de estado dos países  da América Latina, de Portugal e da Espanha, para festejar os 200 anos do início da independência das  antigas colonias na América. É organizado pela Fundação Santa Maria e pela Direção de Bibliotecas do Governo do Chile e presidido pela Princesa de Asturias.</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/ana-abre-o-congresso-iberoamericano-de-lengua-y-literatura-infantil-y-juvenil</link>
  <title>Ana abre o Congresso Iberoamericano de Lengua y Literatura Infantil y Juvenil</title>
  <dc:date>2010-2-08T10:28:02Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/congresso-em-lima-no-peru">
  <description>De 18 a 23 de fevereiro, Ana  estará em Lima, no Peru, onde participa do I Congresso de Literatura Infantil e Juvenil, Anímate a leer, vuela alto. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Fará uma conferencia sobre Literatura Infantil e Censura no dia 19. Participa também de uma mesa-redonda e de um encontro com leitores.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;No dia 22, fará o lançamento da tradução espanhola do romance Palabra de Honor, após um debate com professores.</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/congresso-em-lima-no-peru</link>
  <title>Congresso em Lima, no Peru</title>
  <dc:date>2010-2-07T10:25:15Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/ana-indicada-ao-premio-de-cultura-do-estado-do-rio-de-janeiro">
  <description>Ana Maria Machado foi uma das indicadas ao Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, na categoria de Literatura. O Prêmio, que reúne os antigos Estacio de Sá e Golfinho de Ouro, será entregue dia 10 de fevereiro no Teatro João Caetano.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/ana-indicada-ao-premio-de-cultura-do-estado-do-rio-de-janeiro</link>
  <title>Ana indicada ao Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro</title>
  <dc:date>2010-2-07T10:19:14Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/le-pra-mim-no-centro-cultural-dos-correios">
  <description>Um programa diferente em todos os fins de semana de janeiro no Rio: o projeto LÊ PRA MIM?  No Centro Cultural dos Correios, às 17 horas de sábados e domingos, atores e atrizes leem historias gratuitamente para criancas. Entre elas, Brincadeira de Sombra, de Ana Maria Machado.</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/le-pra-mim-no-centro-cultural-dos-correios</link>
  <title>LÊ PRA MIM? - No Centro Cultural dos Correios</title>
  <dc:date>2010-1-14T08:53:18Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/o-burrinho-do-presepio-no-estado-de-sao-paulo">
  <description>Dia 20, a edição do jornal O Estado de São Paulo, em seu Caderno Especial de Natal,  incluiu um conto inédito de Ana Maria Machado, intitulado O BURRINHO DO PRESEPIO.</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/o-burrinho-do-presepio-no-estado-de-sao-paulo</link>
  <title>O Burrinho do Presépio, no Estado de São Paulo</title>
  <dc:date>2009-12-21T05:19:39Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/secretaria-geral-da-academia-brasileira-de-letras">
  <description>Dia 10 de dezembro, Ana Maria Machado foi eleita Secretaria-geral  da Academia Brasileira de Letras, na chapa  que tem Marcos Vinícios Vilaça como presidente. A nova diretoria tomou posse dia 17 e conta também com as presenças de Domício Proença Filho (primeiro-secretário), Luís Paulo Horta (segundo-secretário) e Murilo Melo Filho (tesoureiro).</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/secretaria-geral-da-academia-brasileira-de-letras</link>
  <title>Secretaria-geral  da Academia Brasileira de Letras</title>
  <dc:date>2009-12-11T05:17:49Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/escola-que-vale-no-maranhao">
  <description>DE 6 a 8 de dezembro, Ana Maria esteve no Maranhão. Mais exatamente em Arari, para o Seminario de Finalização da Fase de implantação do programa Escola que Vale. O programa é uma iniciativa da Vale , desenvolvido pelo CEDAC., e a Ana acredita muito nele, além de constatar seus bons resultados na melhoria do nível de ensino e na melhor formação dos professores.  Essa etapa  durou três anos,  concentrando-se nos municípios de Arari e Pindaré Mirim, e se estendendo a outros como Itapicuru, Santa Rita, Vitoria do Mearim. </description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/escola-que-vale-no-maranhao</link>
  <title>Escola que Vale, no Maranhão</title>
  <dc:date>2009-12-09T05:15:22Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/encontro-de-cupula-nacional-sobre-leitura-em-toronto-canada">
  <description>Ana Maria Machado participou em Toronto, no Canadá, do Encontro de Cúpula Nacional sobre Leitura, onde fez a conferencia inaugural, intitulada : Leitura: Muito Além da Alfabetização. O objetivo  do evento era estabelecer as bases para um trabalho de três anos que formulará  as estratégias nacionais de leitura  para o país, a partir do entendimento da leitura como elemento indispensável da democracia.</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/encontro-de-cupula-nacional-sobre-leitura-em-toronto-canada</link>
  <title>Encontro de Cúpula Nacional sobre Leitura em Toronto, Canadá</title>
  <dc:date>2009-11-30T05:11:54Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/1939-o-tropico-refugio-de-intelectuais-e-artistas-europeus">
  <description>Dia primeiro de dezembro, às 17.30 na Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado estará coordenando uma mesa-redonda sobre o tema :&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;1939 - O Trópico, Refúgio de Intelectuais e Artistas Europeus&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O debate abordará as vivências brasileiras de Otto Maria Carpeaux( por Ivan Junqueira), George Bernanos (por Lêdo Ivo) e Stefan Zweig (por Barbara Freitag).&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
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  <title>1939 - O Trópico, Refúgio de Intelectuais e Artistas Europeus</title>
  <dc:date>2009-11-27T09:14:50Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/leia-espirito-santo">
  <description>Em novembro, a autora esteve na Bienal de Vitória, participando do lançamento do projeto &quot;Leia, Espírito Santo&quot;, do governo estadual. Ana voltou muito entusiasmada com as realizações agora reunidas nesse programa -- como bibliotecas em terminais rodoviários, apoio a jornais escolares, e muitas outras coisas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
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  <title>Leia, Espírito Santo</title>
  <dc:date>2009-11-27T09:11:17Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/debate-com-moacyr-scliar-na-livraria-saraiva-em-campinas">
  <description>Ana Maria Machado está tendo um fim de ano movimentado. Mal acabou de chegar do Canadá, onde participou de um encontro para discutir a formulação de estratégias de leitura no país , foi a Campinas, para um debate na Livraria Saraiva com o escritor Moacyr Scliar. É que a editora Papirus publicou um livro com a gravação de uma conversa dos dois sobre amor e literatura, chamado &quot;Amor em texto, amor em contexto.&quot;</description>
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  <title>Debate com Moacyr Scliar na Livraria Saraiva, em Campinas</title>
  <dc:date>2009-11-27T09:09:26Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.anamariamachado.com/novidade/sobre-a-posse-na-abl-repercussao-e-discurso">
  <description>Qualquer esforço meu será pouco para agradecer às inúmeras manifestações de carinho, publicadas na imprensa, em mensagens enviadas a esse site e através de telefonemas, telegramas, cartões e flores.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Decidimos compartilhar um pouco desse carinho com todo o mundo, publicando nesse espaço algumas amostras das mensagens enviadas. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;Com a palavra, os leitores e amigos&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Seus romances trazem à tona um forte questionamento sobre as relações humanas.&quot; - &lt;em&gt;Nelson Marques&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Nenhuma imortalidade foi mais merecida. &quot; - &lt;em&gt;Ike Zarmati&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Nada mais adequado do que você na ABL, pois muitos da minha geração só descobriram autores como os imortais Rachel de Queiroz e João Ubaldo Ribeiro, ou até mesmo Machado de Assis, Gonçalves Dias e José de Alencar, porque se apaixonaram pela leitura nos seus livros, esse autores e muitos outros tem leitores hoje, podemos dizer, por sua culpa.&quot; - &lt;em&gt;Carolina Pinho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Precisamos de mais brasileiros como você.&quot; - &lt;em&gt;Carmen Lúcia de Azevedo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Parabéns pelo lugar na Academia!!! Eu sabia que mais cedo ou mais tarde você iria estar lá!! .&quot; - &lt;em&gt;Tadeu Lulho Melegatti&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Você merece, merece muito porque nos dá a oportunidade de sonhar sempre entre as linhas e entrelinhas dos seus livros.&quot; - &lt;em&gt;Andrea Augusto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Sinto-me honrado de ter trabalhado em sua equipe nos anos 70, de ter conhecido a sua grandeza como pessoa e profissional e, sobretudo, a sua Fé no Brasil e nos brasileiros.&quot; - &lt;em&gt;Luiz Antonio Mello&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Ainda bem que temos você entre nós, com suas histórias, com sua doçura, com sua coragem de falar o que pensa, de uma forma tão linda.&quot; - &lt;em&gt;Sílvia de Souza&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Parabéns, é pouco. Desejamos que você continue assim, maravilhosa e criativa. As crianças deste país precisam saber que ainda dá para sonhar e ter esperança.&quot; - &lt;em&gt;Valéria Freitas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;O maior mérito da biografia que você construiu é seu mas os beneficiários são os jovens leitores e a literatura infantil brasileira.&quot; - &lt;em&gt;Eliana Yunes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Parabéns novamente por sua conquista, e por nos dar a lição que sempre devemos correr atrás dos nossos sonhos e não ter medo de realizá-los&quot; - &lt;em&gt;Leilane Bertunes Filgueiras&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Salsa verde na panela é um tempero natural&amp;#059; você na Academia tem um gosto particular. &quot; - &lt;em&gt;Cecy Fernandes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Estaremos todos lá, o Brasil inteiro, na tua posse, senão fisicamente, mas no coração.&quot; - &lt;em&gt;Isabela Mª C. Tavares&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Através de você temos orgulho de ser brasileiras.&quot; - &lt;em&gt;Maria do Socorro Nunes, Letícia e Jéssica&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Obrigada por ter entrado na ABL! Bom ver que uma escritora de verdade está tomando posse, mulher, e também voltada para os livros infantis!&quot; - &lt;em&gt;Ângela Carneiro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Você realmente é da seleção brasileira do que é bom.&quot;-&lt;em&gt; Juca Filho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Só por Bisa Bia Bisa Bel, você já merecia ter o nome imortalizado na Literatura Brasileira.&quot;- &lt;em&gt;Lídia Maria de Melo &lt;/em&gt;</description>
  <link>http://www.anamariamachado.com/novidade/sobre-a-posse-na-abl-repercussao-e-discurso</link>
  <title>Sobre a posse na ABL: repercussão e discurso</title>
  <dc:date>2003-4-30T10:16:29Z</dc:date>
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