Histórias meio ao contrário rss

Uma Vontade Louca

26.07.2011comentários comente

Banho de mar à fantasia

Tenho um carinho muito especial por esse livro. E não apenas porque relata um primeiro amor, na adolescência.
Por um lado, fiz nele umas experiências que estava querendo fazer havia muito tempo: narrar do ponto de vista de um personagem masculino, variar os pontos de vista de quem conta a história, falar do banho de mar à fantasia que faz parte do meu Carnaval desde a infância, etc.

Por outro lado, bem depois do livro pronto, à medida que fui conversando sobre ele com os leitores, me dei conta de algo que não tinha sido consciente. De certo modo, é um acerto de contas meu com dois lados muito diferentes que me formam – o lado científico e o lado artístico. Ou o racional e o emocional, o intuitivo e o lógico, sei lá que nome dar a essas coisas. Sei é que fiz curso científico (como se chamava naquele tempo) e pensava em estudar química ou biologia. Ao mesmo tempo, seguia um curso de pintura, acabei fazendo Faculdade de Letras e virando escritora.

Em Uma Vontade Louca, isso se reflete nesse casal de jovens em que ele é fissurado em dinossauros e na prehistória, enquanto ela é sonhadora, interessada em unicornios e lendas poéticas. Mas podem se encontrar na cumplicidade, na amizade, no amor, e no carnaval, que tudo junta. Então aproveito para falar nessa tradição de carnaval de rua em cidades praieiras, em que as fantasias são efêmeras como tantas costumam ser, e se desmancham quando pretendemos levá-las a um mergulho. Desde pequena participo de blocos assim, com muita alegria. Antes, ia com meus pais e tios. Levei os filhos. Hoje, vou com os netos.


imagens


Banho de mar à fantasia 

Indique este post |  Permalink |  Versão para impressão

Compartilhe: delicious   digg   technorati   google   stumbleUpon


comentários

Não há comentários até o momento.

Envie seu comentário


Para comentar é preciso estar logado no site. Faça seu login ou registre-se.